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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Sobre deixar as coisas pra lá.

Sentir-se incomodado com o silêncio é uma dádiva. Nos faz saber quando não há mais necessidade de conversas, galanteios, inverdades e todo o resto. Nos cabe então a função de resolver tudo, resolver todos esses nós de nós, seja indo atrás ou deixando pra trás. Whatever works.

Claro, o "se" vai se fazer presente, e será um grande causador de problemas... Mas quem liga? Nós não. Eu não. Você menos ainda.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pré maduro.

Fez-se então indiferente à minha diferença.
Matou prematuro, o que em mim já havia nascido.
Logo, levara tudo o que fez questão de trazer.

Disse então, mais de uma vez, "Não era isso que eu queria".
Cantou sua liberdade, e decretou o fim da minha.

O fim da linha.

Me mostrou o que quis de verdade.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Trajetórias II

(Incompleto, porém necessário.)

A Omissão era assim, sozinha.
Viu-se uma luz em seu semblante,
quando descobriu A Voz.
Com Ele, sorria. Com a Louca, criou asas.

Porém, sorrisos, asas e vozes não foram suficientes.
Primeiro, o desinteresse.
Segundo, o afastamento.
Por fim, sumiu.

À Omissão, juntaram-se Ela e O Outro.
D'O Outro, um tanto se diferiu.
Primeiro, veio o afastamento.
Segundo, o embate.
Em terceiro, o bloqueio.
E por fim, o sumir.

D'Ela, apenas o sumir.
Sem mais.
Nada mais.
Nunca mais.

Seres etéreos, dispersos e distantes.
Caminhos diferentes, mesmo fim.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Desencontros num Metrô.

Encontrar no Metrô uma pessoa que já foi uma de suas maiores referências amorosas, e não saber o que fazer. O coração dispara, e você enrubesce. Logo após, você pergunta se ele te viu, cenas do passado de vocês vem a mente. O coração desacelera, o rosto volta ao normal. Você lembra, ou até descobre, que não se importa mais. Surtando, você corta o contato com a pessoa. Apaga o telefone, desfaz a amizade nas redes sociais. Se não acabou bem, restará um pouco de "porquê-será-que-não-deu-certo?". Se foi amigável, você se pergunta se um dia poderão ser amigos. Já sabendo que, amigável ou não, sempre terão aquela tensão. Aquela coisa que faz os seus corpos conversarem. Os malditos feromônios. Confuso por tudo ser tão rápido, você embarca no vagão, sem esperar que ele te veja. Mas você fica de olho, faz questão disso. Faria questão também, de passar na frente dele, e mostrar o quão bem você está sem ele. No entanto, você fica parado, só olhando. E, no momento em que você se distrai, ele te vê. Te olha por um tempo, vai pra perto de onde você está. Os olhos se encontram. O que falam? Não saem do 'Oi'. Ele te pergunta por que não larga o celular, e você diz que está respondendo um e-mail importante. Na verdade, o celular é um escape, pra não olhar nos olhos dele. Na próxima estação, ele dá tchau, te dá um abraço e desembarca. Você continua, e atônito, guarda o celular e passa o dia pensando no ocorrido.

sábado, 10 de novembro de 2012

Trajetórias

E Ele era só. Muito só.
Continuou só. Seria sempre só.

Mas um dia, Ela apareceu.
E ele a conheceu. Sua cabeleira ondulada, clara, inundava seu mundo.
E ele sentiu-se feliz, tão feliz, mas não parou por aí.

Com ela, veio O Outro.
Suas nuances o intrigaram, e de início eles eram distantes.
Mas, com o tempo, Ele se uniu à Ela e aO Outro, e foram fortes juntos.
Mas não parou por aí.

Através d'O Outro, Ele conheceu muito.
Conheceu A Voz e A Louca.
Fora um rápido encontro, e logo se distanciaram.
E mais uma vez, não parou por aí.

Ela se distanciou, e O Outro também.
E Ele, dessa vez, se uniu À Voz.
E passava horas com A Voz.
E não parou por aí.

Sobre A Voz, conheceu muito, mas não tudo.
E se expandiu novamente. Se enturmou com A Louca.
Foram felizes. Conhecera, desencontraram e reencontraram A Omissão.
Mas ela pouco tempo ficou, e nessa história ela não é mais citada.

Passava as tardes com A Voz, e as noites com A Louca.
Divertiam-se, faziam planos, cantavam as felicidades e as mágoas.

Num fim de época, o Outro ressurgiu, e foi acolhido como deveria, bem.
E continuaram felizes, mas nada parou por aí.

Um dia, no meio dessa felicidade,
Ele encontrou Ela no caminho de volta.
E Ela então surge, esporadicamente, em seus encontros e desencontros.

Linda como sempre.

Os quatro, Ele, A Voz, O Outro e A Louca,
denominaram-se A Família, e estão, mais que tudo, unidos.
Unidos por laços fortes, que não pararão por aí.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Medo.

Ela corria.
Ela corria sem rumo.
Ela corria da fera. Fera essa que ela tinha ajudado a criar.
Ela sabia que não era o certo. Mas era o que ela podia fazer por enquanto.
Fugir.

Correr.
Sobreviver pra contar a história, quem sabe?