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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Sobre deixar as coisas pra lá.

Sentir-se incomodado com o silêncio é uma dádiva. Nos faz saber quando não há mais necessidade de conversas, galanteios, inverdades e todo o resto. Nos cabe então a função de resolver tudo, resolver todos esses nós de nós, seja indo atrás ou deixando pra trás. Whatever works.

Claro, o "se" vai se fazer presente, e será um grande causador de problemas... Mas quem liga? Nós não. Eu não. Você menos ainda.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

E a dignidade?

A urgência interna batia na tecla: "Vai lá, procura saber!"
A razão dizia, "Se for seu, volta."
Os amigos diziam, "Deixa pra lá, talvez não fosse a hora."

Os dedos digitaram: "Oi, não fala mais comigo?"
E rapidamente, antes de pensar, clicaram em ENVIAR.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pré maduro.

Fez-se então indiferente à minha diferença.
Matou prematuro, o que em mim já havia nascido.
Logo, levara tudo o que fez questão de trazer.

Disse então, mais de uma vez, "Não era isso que eu queria".
Cantou sua liberdade, e decretou o fim da minha.

O fim da linha.

Me mostrou o que quis de verdade.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Nos nós, nós.

Ainda presos à volúvel embalagem de cada um de nós.
Ainda estamos presos a cada um de nossos nós.

(...)

É, vai demorar um bocado de tempo para que a gente consiga aprender a se entregar de corpo e alma.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Trajetórias II

(Incompleto, porém necessário.)

A Omissão era assim, sozinha.
Viu-se uma luz em seu semblante,
quando descobriu A Voz.
Com Ele, sorria. Com a Louca, criou asas.

Porém, sorrisos, asas e vozes não foram suficientes.
Primeiro, o desinteresse.
Segundo, o afastamento.
Por fim, sumiu.

À Omissão, juntaram-se Ela e O Outro.
D'O Outro, um tanto se diferiu.
Primeiro, veio o afastamento.
Segundo, o embate.
Em terceiro, o bloqueio.
E por fim, o sumir.

D'Ela, apenas o sumir.
Sem mais.
Nada mais.
Nunca mais.

Seres etéreos, dispersos e distantes.
Caminhos diferentes, mesmo fim.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Desencontros num Metrô.

Encontrar no Metrô uma pessoa que já foi uma de suas maiores referências amorosas, e não saber o que fazer. O coração dispara, e você enrubesce. Logo após, você pergunta se ele te viu, cenas do passado de vocês vem a mente. O coração desacelera, o rosto volta ao normal. Você lembra, ou até descobre, que não se importa mais. Surtando, você corta o contato com a pessoa. Apaga o telefone, desfaz a amizade nas redes sociais. Se não acabou bem, restará um pouco de "porquê-será-que-não-deu-certo?". Se foi amigável, você se pergunta se um dia poderão ser amigos. Já sabendo que, amigável ou não, sempre terão aquela tensão. Aquela coisa que faz os seus corpos conversarem. Os malditos feromônios. Confuso por tudo ser tão rápido, você embarca no vagão, sem esperar que ele te veja. Mas você fica de olho, faz questão disso. Faria questão também, de passar na frente dele, e mostrar o quão bem você está sem ele. No entanto, você fica parado, só olhando. E, no momento em que você se distrai, ele te vê. Te olha por um tempo, vai pra perto de onde você está. Os olhos se encontram. O que falam? Não saem do 'Oi'. Ele te pergunta por que não larga o celular, e você diz que está respondendo um e-mail importante. Na verdade, o celular é um escape, pra não olhar nos olhos dele. Na próxima estação, ele dá tchau, te dá um abraço e desembarca. Você continua, e atônito, guarda o celular e passa o dia pensando no ocorrido.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Sobre a separação

(Ou "Quando a melancolia bate à porta")

Se separar nunca é fácil.
Se separar nunca é bom, principalmente quando se está no meio do processo.   Gestos, risos, planos e, acima de tudo, memórias.

Memórias boas, ruins.

Memórias, memórias.

Memórias.

domingo, 2 de setembro de 2012

SAUDADES DE TU.


O mês acabou,
a noite terminou,
o doente curou,
o dia clareou,
a chuva me molhou,
o sol me secou,
o cachorro me cheirou,
a faculdade começou,
seu descanso acabou,
seu trabalho voltou,
o gato miou,
a noiva casou,
a sogra chorou,
o tempo passou.


E mesmo assim tu não me deixou te ver.